31/10/2008

é longo mas vale a pena

Sr. Engº José Sócrates,

Antes de mais, peço desculpa por não o tratar por Excelência nem por Primeiro-Ministro, mas, para ser franca, tenho muitas dúvidas quanto ao facto de o senhor ser excelente e, de resto, o cargo de primeiro-ministro parece-me, neste momento, muito pouco dignificado.

Também queria avisá-lo de antemão que esta carta vai ser longa, mas penso que não haverá problema para si, já que você é do tempo em que o ensino do Português exigia grandes e profundas leituras. Ainda pensei em escrever tudo por tópicos e com abreviaturas, mas julgo que lhe faz bem recordar o prazer de ler um texto bem escrito, com princípio, meio e fim, e que, quiçá, o faça reflectir (passe a falta de modéstia).

Gostaria de começar por lhe falar do 'Magalhães'. Não sobre os erros ortográficos, porque a respeito disso já o seu assessor deve ter recebido um e-mail meu. Queria falar-lhe da gratuitidade, da inconsequência, da precipitação e da leviandade com que o senhor engenheiro anunciou e pôs em prática o projecto a que chama de e-escolinha.

O senhor fala em Plano Tecnológico e, de facto, eu tenho visto a tecnologia, mas ainda não vi plano nenhum. Senão, vejamos a cronologia dos factos associados ao projecto 'Magalhães':

. No princípio do mês de Agosto, o senhor engenheiro apareceu na televisão a anunciar o projecto e-escolinhas e a sua ferramenta: o portátil Magalhães.

. No dia 18 de Setembro (quinta-feira) ao fim do dia, o meu filho traz na mochila um papel dirigido aos encarregados de educação, com apenas quatro linhas de texto informando que o 'Magalhães' é um projecto do Governo e que, dependendo do escalão de IRS, o seu custo pode variar entre os zero e os 50 euros. Mais nada! Seguia-se um formulário com espaço para dados como nome do aluno, nome do encarregado de educação, escola, concelho, etc. e, por fim, a oportunidade de assinalar, com uma cruzinha, se pretendemos ou não adquirir o 'Magalhães'.

. No dia 22 de Setembro (segunda-feira), ao fim do dia, o meu filho traz um novo papel, desta vez uma extensa carta a anunciar a visita, no dia seguinte, do primeiro-ministro para entregar os primeiros 'Magalhães' na EB1 Padre Manuel de Castro. Novamente uma explicação respeitante aos escalões do IRS e ao custo dos portáteis.

. No dia 23 de Setembro (terça-feira), o meu filho não traz mais papéis, traz um 'Magalhães' debaixo do braço.

Ora, como é fácil de ver, tudo aconteceu num espaço de três dias úteis em que as famílias não tiveram oportunidade de obter esclarecimentos sobre a futura utilização e utilidade do 'Magalhães'. Às perguntas que colocámos à professora sobre o assunto, ela não soube responder.
Reunião de esclarecimento, nunca houve nenhuma.

Portanto, explique-me, senhor engenheiro: o que é que o seu Governo pensou para o 'Magalhães'? Que planos tem para o integrar nas aulas? Como vai articular o seu uso com as matérias leccionadas? Sabe, é que 50 euros talvez seja pouco para se gastar numa ferramenta de trabalho, mas, decididamente, e na minha opinião, é demasiado para se gastar num brinquedo. Por favor, senhor engenheiro, não me obrigue a concluir que acabei de pagar por uma inutilidade, um capricho seu, uma manobra de campanha eleitoral, um espectáculo de fogo de artifício do qual só sobra fumo e o fedor intoxicante da pólvora.

Seja honesto com os portugueses e admita que não tem plano nenhum. Admita que fez tudo tão à pressa que nem teve tempo de esclarecer as escolas e os professores. E não venha agora dizer-me que cabe aos pais aproveitarem esta maravilhosa oportunidade que o Governo lhes deu e ensinarem os filhos a lidar com as novas tecnologias. O seu projecto chama-se e-escolinha, não se chama e-familiazinha! Faça-lhe jus! Ponha a sua equipa a trabalhar, mexa-se, credibilize as suas
iniciativas!

Uma coisa curiosa, senhor engenheiro, é que tudo parece conspirar a seu favor nesta sua lamentável obra de empobrecimento do ensino assente em medidas gratuitas.

Há dias arrisquei-me a ver um episódio completo da série Morangos com Açúcar. Por coincidência, apanhei precisamente o primeiro episódio da nova série que significa, na ficção, o primeiro dia de aulas daquela miudagem. Ora, nesse primeiro dia de aulas, os alunos conheceram a sua professora de matemática e o seu professor de português. As imagens sucediam-se alternando a aula de apresentação de matemática por contraposição à de português. Enquanto a professora de matemática escrevia do quadro os pressupostos da sua metodologia - disciplina, rigor e trabalho - o professor de português escrevia no quadro os pressupostos da sua - emoção, entrega e trabalho. Ora, o que me faz espécie, senhor engenheiro, é que a personagem da professora de matemática é maldosa, agressiva e antiquada, enquanto que o professor de português é um tipo moderno e bué de fixe. Então, de acordo com os princípios do raciocínio lógico, se a professora de matemática é maldosa e agressiva e os seus pressupostos são disciplina e rigor, então a disciplina e o rigor são coisas negativas. Por outro lado, se o professor de português é bué de fixe, então os pressupostos da emoção e da entrega são perfeitos. E de facto era o que se via. Enquanto que na aula de matemática os alunos bufavam, entediados, na aula de português sorriam, entusiasmados.

Disciplina e rigor aparecem, assim, como conceitos inconciliáveis com emoção e entrega, e isto é a maior barbaridade que eu já vi na minha vida. Digo-o eu, senhor engenheiro, que tenho uma profissão que vive das emoções, mas onde o rigor é 'obstinado', como dizem os poetas. Eu já percebi que o ensino dos dias de hoje não sabe conciliar estes dois lados do trabalho. E, não o sabendo, optou por deixar de lado a disciplina e o rigor. Os professores são obrigados a acreditar que para se fazer um texto criativo não se pode estar preocupado com os erros ortográficos. E que para se saber fazer uma operação aritmética não se pode estar preocupado com a exactidão do seu resultado. Era o que faltava, senhor engenheiro!

Agora é o momento em que o senhor engenheiro diz de si para si: mas esta mulher é um Velho do Restelo, que não percebe que os tempos mudaram e que o ensino tem que se adaptar a essas mudanças? Percebo, senhor engenheiro. Então não percebo? Mas acontece que o que o senhor engenheiro está a fazer não é adaptar o ensino às mudanças, você está a esvaziá-lo de sentido e de propósitos. Adaptar o ensino seria afinar as metodologias por forma a torná-las mais cativantes aos olhos de uma geração inquieta e voltada para o imediato. Mas nunca diminuir, nunca desvalorizar, nunca reduzir ao básico, nunca baixar a bitola até ao nível da mediocridade.

Mas, por falar em Velho do Restelo...

... Li, há dias, numa entrevista com uma professora de Literatura Portuguesa, que o episódio do Velho do Restelo foi excluído do estudo d'Os Lusíadas. Curioso, porque este era o episódio que punha tudo em causa, que questionava, que analisava por outra perspectiva, que é algo que as crianças e adolescentes de hoje em dia estão pouco habituados a fazer. Sabem contrariar, é certo, mas não sabem questionar. São coisas bem diferentes: contrariar tem o seu quê de gratuito; questionar tem tudo de filosófico. Para contrariar, basta bater o pé. Para questionar, é preciso pensar.

Tenho pena, porque no meu tempo (que não é um tempo assim tão distante), o episódio do Velho do Restelo, juntamente com os de Inês de Castro e da Ilha dos Amores, era o que mais apaixonava e empolgava a turma. Eram três episódios marcantes, que quebravam a monotonia do discurso de engrandecimento da nação e que, por isso, tinham o mérito de conseguir que os alunos tivessem curiosidade em descodificar as suas figuras de estilo e desbravar o hermetismo da linguagem. Ainda hoje me lembro exactamente da aula em que começámos a ler o episódio de Inês de castro e lembro-me das palavras da professora Lídia, espicaçando-nos, estimulando-nos, obrigando-nos a pensar. E foi há 20 anos.

Bem sei que vivemos numa era em que a imagem se sobrepõe à palavra, mas veja só alguns versos do episódio de Inês de Castro, veja que perfeita e inequívoca imagem eles compõem:

'Estavas, linda Inês, posta em sossego,
De teus anos colhendo doce fruito,
Naquele engano d'alma ledo e cego,
Que a fortuna não deixa durar muito (...)'

Feche os olhos, senhor engenheiro, vá lá, feche os olhos. Não consegue ver, perfeitamente desenhado e com uma nitidez absoluta, o rosto branco e delicado de Inês de Castro, os seus longos cabelos soltos pelas costas, o corpo adolescente, as mãos investidas num qualquer bordado, o pensamento distante, vagueando em delícias proibidas no leito do príncipe? Não vê os seus olhos que de vez em quando escapam às linhas do bordado e vão demorar-se na janela, inquietos de saudade, à espera de ver D. Pedro surgir a galope na linha do horizonte? E agora, se se concentrar bem, não vê uma nuvem negra a pairar sobre ela, não vê o prenúncio do sangue a escorrer-lhe pelos fios de cabelo? Não consegue ver tudo isto apenas nestes quatro versos?

Pois eu acho estes quatro versos belíssimos, de uma simplicidade arrebatadora, de uma clareza inesperada. É poesia, senhor engenheiro, é poesia! Da mais nobre, grandiosa e magnífica que temos na nossa História. Não ouse menosprezá-la. Não incite ninguém a desrespeitá-la.

Bem, admito que me perdi em divagações em torno da Inês de Castro. O que eu queria mesmo era tentar perceber porque carga de água o Velho do Restelo desapareceu assim. Será precisamente por estimular a diferença de opiniões, por duvidar, por condenar? Sabe, não tarda muito, o episódio da Ilha dos Amores será também excluído dos conteúdos programáticos por 'alegado teor pornográfico' e o de Inês de Castro igualmente, por 'incitamento ao adultério e ao desrespeito pela autoridade'.

Como é, senhor engenheiro? Voltamos ao tempo do 'lápix' azul?

E já agora, voltando à questão do rigor e da disciplina, da entrega e da emoção: o senhor engenheiro tem ideia de quanta entrega e de quanta emoção Luís de Camões depôs na sua obra? E, por outro lado, o senhor engenheiro duvida da disciplina e do rigor necessários à sua concretização? São centenas e centenas de páginas, em dezenas de capítulos e incontáveis estrofes com a mesma métrica, o mesmo tipo de rima, cada palavra escolhida a dedo... o que implicou tudo isto senão uma carga infinita de disciplina e rigor?

Senhor engenheiro José Sócrates: vejo que acabo de confiar o meu filho ao sistema de ensino onde o senhor montou a sua barraca de circo e não me apetece nada vê-lo transformar-se num palhaço. Bem, também não quero ser injusta consigo. A verdade é que as coisas já começaram a descarrilar há alguns anos, mas também é verdade que você está a sobrealimentar o crime, com um tirinho aqui, uma facadinha ali, uma desonestidade acolá.

Lembro-me bem da época em que fiz a minha recruta como jornalista e das muitas vezes em que fui cobrir cerimónias e eventos em que você participava. Na altura, o senhor engenheiro era Secretário de Estado do Ambiente e andava com a ministra Elisa Ferreira por esse Portugal fora, a inaugurar ETAR's e a selar aterros. Também o vi a plantar árvores, com as suas próprias mãos. E é por isso que me dói que agora, mais de dez anos depois, você esteja a dar cabo das nossas sementes e a tornar estéreis os solos que deveriam ser férteis.

Sabe, é que eu tenho grandes sonhos para o meu filho. Não, não me refiro ao sonho de que ele seja doutor ou engenheiro. Falo do sonho de que ele respeite as ciências, tenha apreço pelas artes, almeje a sabedoria e valorize o trabalho. Porque é isso que eu espero da escola. O resto é comigo.

Acho graça agora a ouvir os professores dizerem sistematicamente aos pais que a família deve dar continuidade, em casa, ao trabalho que a escola faz com as crianças. Bem, se assim fosse eu teria que ensinar o meu filho a atirar com cadeiras à cabeça dos outros e a escrever as redacções em linguagem de sms. Não. Para mim, é o contrário: a escola é que deve dar continuidade ao trabalho que eu faço com o meu filho. Acho que se anda a sobrevalorizar o papel da escola. No meu tempo, a escola tinha apenas a função de ensinar e fazia-o com competência e rigor. Mas nos dias que correm, em que os pais não têm tempo nem disposição para educar os filhos, exige-se à escola que forme o seu carácter e ocupe todo o seu tempo livre. Só que infelizmente ela tem cumprido muito mal esse papel.

A escola do meu tempo foi uma boa escola. Hoje, toda a gente sabe que a minha geração é uma geração de empreendedores, de gente criativa e com capacidade iniciativa, que arrisca, que aposta, que ambiciona. E não é disso que o país precisa? Bem sei que apanhámos os bons ventos da adesão à União Europeia e dos fundos e apoios que daí advieram, mas isso por si só não bastaria, não acha? E é de facto curioso: tirando o Marco cigano, que abandonou a escola muito cedo, e a Fatinha que andava sempre com ranhoca no nariz e tinha que tomar conta de três irmãos mais novos, todos os meus colegas da primária fizeram alguma coisa pela vida. Até a Paulinha , que era filha da empregada (no meu tempo dizia-se empregada e não auxiliar de acção educativa, mas, curiosamente, o respeito por elas era maior), apesar de se ter ficado pelo 9º ano, não descansou enquanto não abriu o seu próprio Pão Quente e a ele se dedicou com afinco e empenho. E, no entanto, levámos reguadas por não sabermos de cor as principais culturas das ex-colónias e éramos sujeitos a humilhação pública por cada erro ortográfico. Traumatizados? Huuummm... não me parece. Na verdade, senhor engenheiro, tenho um respeito e uma paixão pela escola tais que, se tivesse tempo e dinheiro, passaria o resto da minha vida a estudar.

Às vezes dá-me para imaginar as suas conversas com os seus filhos (nem sei bem se tem um ou dois filhos...) e pergunto-me se também é válido para eles o caos que o senhor engenheiro anda a instalar por aí. Parece que estou a ver o seu filho a dizer-lhe: ó pai, estou com dificuldade em resolver este sistema de três equações a três incógnitas... dás-me uma ajuda? E depois, vejo-o a si a responder com a sua voz de homilia de domingo: não faz mal, filho... sabes escrever o teu nome completo, não sabes? Então não te preocupes, é perfeitamente suficiente...

Vendo as coisas assim, não lhe parece criminoso o que você anda a fazer?

E depois, custa-me que você apareça em praça pública acompanhado da sua Ministra da Educação, que anda sempre com aquele ar de infeliz, de quem comeu e não gostou, ambos com o discurso hipócrita do mérito dos professores e do sucesso dos alunos, apoiados em estatísticas cuja real interpretação, à luz das mudanças que você operou, nos apresenta uma monstruosa obscenidade. Ofende-me, sabe? Ofende-me por me tomar por estúpida.

Aliás, a sua Ministra da Educação é uma das figuras mais desconcertantes que eu já vi na minha vida. De cada vez que ela fala, tenho a sensação que está a orar na missa de sétimo dia do sistema de ensino e que o que os seus olhos verdadeiramente dizem aos pais deste Portugal é apenas 'os meus sentidos pêsames'.

Não me pesa a consciência por estar a escrever-lhe esta carta. Sabe, é que eu não votei em si para primeiro-ministro, portanto estou à vontade. Eu votei em branco. Mas , alto lá! Antes que você peça ao seu assessor para lhe fazer um discurso sobre o afastamento dos jovens da política, lembre-se, senhor engenheiro: o voto em branco não é o voto da indiferença, é o voto da insatisfação! Mas, porque vos é conveniente, o voto em branco é contabilizado, indiscriminadamente, com o voto nulo, que é aquele em que os alienados desenham macaquinhos
e escrevem obscenidades.

Você, senhor engenheiro, está a arriscar-se demasiado. Portugal está prestes a marcar-lhe uma falta a vermelho no livro de ponto. Ah... espere lá... as faltas a vermelho acabaram... agora já não há castigos...

Bem, não me vou estender mais, até porque já estou cansada de repetir 'senhor engenheiro para cá', 'senhor engenheiro para lá'. É que o meu marido também é engenheiro e tenho receio de lhe ganhar cisma.

Esta carta não chegará até si. Vou partilhá-la apenas e só com os meus E-leitores (sim, sim, eu também tenho os meus eleitores) e talvez só por causa disso eu já consiga hoje dormir melhor. Quanto a si, tenho dúvidas.

Para terminar, tenho um enorme prazer em dedicar-lhe, aqui, uma estrofe do episódio do Velho do Restelo. Para que não caia no esquecimento. Nem no seu, nem no nosso.

'A que novos desastres determinas
De levar estes Reinos e esta gente?
Que perigos, que mortes lhe destinas,
Debaixo dalgum nome preminente?
Que promessas de reinos e de minas
De ouro, que lhe farás tão facilmente?
Que famas lhe prometerás? Que histórias?
Que triunfos? Que palmas? Que vitórias? '

Atenciosamente e ao abrigo do artigo nº 37 da Constituição da República Portuguesa,

Uma mãe preocupada


o 1º

já estragou o nome do Magalhães agora é o do TimTim.......que eu até gramava...mas agora com associação de ideias.........................

depois de uma semana

vulcânica, votos de boa disposição...

30/10/2008

mau tempo

no canal, no céu, na terra e se calhar também no inferno

28/10/2008

27/10/2008

vou continuar aqui

Well Im about to get sick
From watchin my tv
Been checkin out the news

24/10/2008

landing

down there in Salgados

continuando cá em cima

passamos por São Martinho....

a voar na costa oeste


fácil, procurem um lugar alto, aproveitem os ventos que andam por aí....e força...levem a máquina como este para depois mostrarem ao pessoal.

23/10/2008

enjoying the movie


está a ser divertido, curioso, provocador, excitante...não sei qual é o final...que mania de querer saber tudo:
a) o menino cresce e leva o peixe com ele
b) o peixinho deixa se ser estrela e aprende a respirar
c) o gato desiste de o comer
e) o menino resolve ser biólogo e estudar a vida dos peixes
f) o peixe farta-se de estar naquele aquário

22/10/2008

the story


All of these lines across my face
Tell you the story of who I am
So many stories of where I've been
And how I got to where I am
But these stories don't mean anything
When you've got no one to tell them to
It's true...I was made for you
I climbed across the mountain tops
Swam all across the ocean blue
I crossed all the lines and I broke all the rules
But baby I broke them all for you
Because even when I was flat broke
You made me feel like a million bucks
You do
I was made for you
You see the smile that's on my mouth
It's hiding the words that don't come out
And all of my friends who think that I'm blessed
They don't know my head is a mess
No, they don't know who I really am
And they don't know what
I've been through like you do
And I was made for you...
All of these lines across my face
Tell you the story of who I am
So many stories of where I've been
And how I got to where I am
But these stories don't mean anything
When you've got no one to tell them to

21/10/2008

ideias para presentes


para as vossas amigas mais esquecidas ou que simplesmente gostam de recordar, a decoração poderá ser adaptada a lençóis caso o espaço da almofada seja pequeno, ou mesmo sofás...um maná de potencialidades.

20/10/2008

substituindo os anões


por dias, fantásticos, grandes, produtivos, entusiasmantes é assim que quero e desejo seja a semana que começa....

18/10/2008

olha ela


encontrei-a hoje, enquanto visitava o mundo das artes...
Continua com aquele ar de quem tem abusado dos medicamentos, enfim.

17/10/2008

mantra


hoje vou ter que produzir, fazer pela vida para compensar o meu não dia que foi o de ontem...fiz rien...zip...

15/10/2008

Portugal vero


naquilo das novas oportunidades, falta lá um curso profissionalizante, que é o de patrão, o que é grave neste país. Ao longo da vida fui conhecendo muito espécimes, que ao abraçarem esta carreira sem ter cursado nada além das escolas de, pardon my french, putas e vinho verde, acham que ser patrão é; não saber fazer nada, ser irresponsável, ter um BMW, falarem algumas palavras tipo; outsourcing, internacionalização, customer service, quality control, design diferenciado, sem perceberem bem o que significam, é que o português também é rudimentar... E claro dizer que ninguém os ajuda, que eles é que pagam a crise, eles que nem a eles se ajudam...
Por isso urge uma nova oportunidade para o patronato, para ir mais longe, para ver se aprendem a trabalhar, para perceberem a cagada que têm vindo a fazer...se bem que em muitos casos vão ter que aprender o significado; now is too late dude...

14/10/2008

a felicidade das alforrecas


hoje acordei com inveja das ditas, andam lá na vidinha delas de um lado para o outro, e a crise passa-lhes ao lado (quase) de vez em quando a menkind vai estragar as coisas. Agora que os bancos, estão segurinhos não vão para o charco, podem continuar a emprestar dinheiro aqueles que independentemente da crise têm que se virar, porque ninguém os segura.

13/10/2008

madruguei


I travel oh so far
To be where you are
I travel there by car
To be where you are
But if I get there I find

12/10/2008

sonhos meus


noite agitada e plena de sonhos loucos, nada que não possa realizar, nem nada que eu não deseje...

10/10/2008

aprender a falar americano


caso trabalhem ou necessitem viajar para os E.U. tenham atenção aos mais novos significados, os dicionários ainda não estão actualizados:

BROKER -- What my broker has made me.

STANDARD & POOR -- Your life in a nutshell.

STOCK ANALYST -- Idiot who just downgraded your stock.

STOCK SPLIT -- When your ex-wife and her lawyer split your assets equally between themselves.

FINANCIAL PLANNER -- A guy whose phone has been disconnected.

MARKET CORRECTION -- The day after you buy stocks.

CASH FLOW -- The movement your money makes as it disappears down the toilet.

YAHOO -- What you yell after selling it to some poor sucker for $240 per share.

WINDOWS -- What you jump out of when you're the sucker who bought Yahoo @ $240 per share.

INSTITUTIONAL INVESTOR -- Past year investor who's now locked up in a nuthouse.

PROFIT -- An archaic word no longer in use.

09/10/2008

a Mimosa


Promover as artes plásticas, fomentar o desporto, soluções para deslocações mais baratas, mostrar o que se faz lá fora, pormenor do desconhecido de muitos, quebrar tabus, enfim tanta coisa...

falam falam


não havendo melhor, divido a sabedoria que me chega por email, a fantástica cábula, para falar falar e não dizer nada, é ajustável a várias situações e até à expressão escrita. É concertesa velha, eu é que não conhecia mas vou dedicar-me à sua aprendizagem para bem dizer, como outros. Notarão que as variantes, são inúmeras por isso não precisam de aprender mais nada na vida caso o vosso interesse seja mesmo enganar o maior número possível.

08/10/2008

reward chocolate



Obrigada Nespresso, além do cafézinho maravilhoso, mandas uns chocolates que agradeço, gostaria de saber quanto de café preciso de comprar para receber outro reward, aquele que não veio com a máquina mas como foi oferecida, não reclamei! Deixo aqui o desenho do reward a que me refiro, para que não haja confusões.Confio no serviço a que me habituaste, a tua cliente fiel.

Bono rei da Irlanda

maluca do riso alive

07/10/2008

chove sem parar

Why am I here if you’re there
So far away it’s not fair
To be without you like this
I miss you more than you know
The nights are long
The days slow
Without the warmth of your kiss
Wish you were back here with me
Cause out my window
All is see is

Rain , rain in the sky
Everywhere I look my eyes see
Rain , rain fallin down
Crying as it hits the ground
Rain , rain in my heart
Every day that were apart
Rain , rain
Falling rain , rain
Rain , rain
Only rain , rain

a verdade

corri, fugi, já lá vão anos, não me senti mais livre, continuo a florescer quando tocada pelo sol que irradias, por isso também queimas, queria descansar, preciso dormir, de dizer que não sei tudo, que ainda tenho medo, porque é que custa tanto ser adulto, grandes em tamanho e uns putos lá dentro.

06/10/2008

2ªfeira


muito bem começada, a semana só pode ser fantastic, awesome, super

no que penso

eu até tenho uma imaginação fértil, por isso extrapola sempre que recebo esta newsletter, caso precisem de uma ajudinha vão lá inscrevam-se e babem todas as vezes que a recebem

cenários diferentes, uns bem mais perto que outros. Aqui podem ver que a cor da relva é diferente e uma é portuguesa!

04/10/2008

mulheres poupadas


imaginação feminina? ? ?

03/10/2008

telemarketing


Carla da netvisão desculpa lá pá e até nem fui muito má...controlei-me bem, mas se havia comissão...foi-se, comigo não...vê lá a tua falta de sorte que me foste ligar a vender nem quis ouvir o quê, no dia em que estive desde de manhã, sem conseguir ver emails, impossibilitada de ir aos meus blogs, enfim atada de pés e mãos, sufocada, vilipendiada...e chegas tu a falar coiso e tal da cabovisão

pensar que


Whatever you’re longing for has been changed by your pursuit of it. It’s not the same as it was when you felt the first pangs of desire. In order to make it yours, then, you will have to modify your ideas about it.

artistas?


A 50kg solid gold statue of model Kate Moss has been unveiled at the British Museum, in London.
Ideal de beleza? Afrodite? peça de arte? ouro para derreter?

02/10/2008

grandes questões


isto é mesmo verdade? Será assim tão simplesmente botão?

la vie en rose

esta vida parece um iôiô...e eu continuo a insistir...

01/10/2008

ensaio processado


"The movie portrays blind people as monsters and I believe it to be a lie," said Marc Maurer, president of the NFB"

we're safe in Portugal


recomenda-se cházinho para acalmar os nervos, e rir e sei lá outra coisa qualquer, se ao chá misturarem uma substância natural qualquer ainda é melhor...